
Deputado Davi Zaia (PPS) discursa na abertura do evento
Com o lema de defender o emprego, a qualificação profissional e a indústria nacional, os sindicatos dos trabalhadores na indústria do vestuário filiados à CGTB realizaram, em Praia Grande, litoral paulista, o segundo encontro nacional do setor.
Participaram da abertura do evento o deputado Davi Zaia (PPS); Odair Callegari, vice-presidente da Fetivesp; Alvaro Egea, presidente do Sindicato do Vestuário de Guarulhos e membro da executiva nacional da CGTB; Marilene Guedes, presidente do Sindicato das Costureiras de Barueri; Paulo Sabóia, presidente da CGTB/SP, e (Antonio Neto).
O 2º Encontro tem o objetivo de consolidar a organização setorial dos trabalhadores da categoria no âmbito da central, bem como reafirmar as bandeiras de luta como a qualificação profissional, a valorização da categoria, a luta pela equalização do ICMS entre os estados e financiamento do BNDES para micros, pequenas e médias empresas da cadeia têxtil e vestuário.
A secretaria nacional do vestuário da CGTB é a organização setorial pioneira da nossa central. Além de ter dado avanços significativos e comandado a luta pela organização desta categoria, esta secretaria já conseguiu parir importantes propostas para defender o setor e melhorar as condições de trabalho.
Eu acompanhei o nascimento da secretaria nacional do vestuário. Participei da formulação do primeiro folder, do primeiro encontro. Tenho muito orgulho desta secretaria, que tem dado exemplos de mobilização e organização setorial dentro da CGTB. Esta organização foi feita de forma coletiva, mas sob o comando do nosso companheiro Alvaro Egea, um dos nossos principais dirigentes da central, que tem trabalhado incansavelmente para mostrar que é possível ter um setor unido e atuante.

Odair Callegari, vice-presidente da Fetivesp, eu; Alvaro Egea, presidente dos Vestuários de Guarulhos e membro da executiva nacional da CGTB; Marilene Guedes, presidente do Sindicato das Costureiras de Barueri; deputado Davi Zaia (PPS) e Paulo Sabóia, presidente da CGTB/SP
A importância do evento foi muito bem destacada pelo deputado Davi Zaia, que participou da abertura do evento e ressaltou que todo encontro que os trabalhadores estão trabalhando para aprimorar a sua organização é um sinal de vitória.
Grande aliado dos trabalhadores no vestuário para proteger o setor em São Paulo, que além da concorrência internacional sofre com a alta taxa de ICMS cobrada pelo governo do Estado, o deputado afirmou que a luta do setor do vestuário é muito importante, pois esta é uma indústria que emprega muita gente e tem muita relevância para o estado e para o país.
“Estamos organizando e participando desta luta para garantir que a atividade da indústria do vestuário possa continuar forte e pujante no nosso estado”, disse Zaia.
Segundo Zaia, nós queremos um estado forte, com arrecadação forte para fornecer saúde e educação pública de qualidade para os filhos do trabalhador. “Mas, ao mesmo tempo, temos discutir como paga e quem paga”, disse o deputado, citando a guerra fiscal existente no país.
“Temos que fazer uma pressão organizada junto ao governo do Estado e junto à Secretaria da Fazenda para fazermos uma revisão da alíquota de ICMS que é cobrado em São Paulo,” salientou.
Afirmamos aos companheiros que os trabalhadores na indústria do vestuário fazem parte de um setor fundamental para o país e que está sempre na berlinda. Essa questão da guerra fiscal é altamente prejudicial. Por este motivo que sempre defendemos a reforma tributária, que não saiu do papel devido à picuinha e aos interesses escusos da oposição.
Por isso é muito importante a nossa mobilização. Não há dúvida de que o Brasil está num momento excepcional, muito por conta da unidade das centrais sindicais, que defenderam propostas que garantiram o país enfrentar a crise internacional de cabeça erguida, fortalecendo o mercado interno e o emprego.
Mas, por outro lado, o movimento sindical vem sofrendo muitos ataques por conta disso. O nosso crescimento está incomodando a elite brasileira. Os netos dos escravocratas e as multinacionais não querem dividir uma pequena parcela dos ganhos que tiveram nos últimos 20 anos.
Daí a resistência aos movimentos progressistas comandados pelos centrais, como a proposta de redução da jornada, por exemplo, que tramita na Câmara há 15 anos, ou à Convenção 158 da OIT, que impede a demissão desmotivada.
Como bem afirmou o companheiro Paulo Sabóia, presidente da CGTB-SP, “é muito importante aprovar a Convenção 158 no Congresso, pois ela é decisiva para o desenvolvimento do país. Hoje a rotatividade ocasiona a demissão de mais de 15 milhões de trabalhadores”.
Fonte: Blog do Neto